Por mais que a gente tente esconder, é difícil disfarçar quando estamos nervosos, tristes ou até com medo de alguma coisa. Isso acontece porque o nosso rosto costuma falar muito mais do que palavras. Mas, crianças são muito novas para identificarem esse tipo de coisa, não é?

Será que já reconhecem os sentimentos?

Você sabia que bebês de sete meses já conseguem notar diferenças entre algumas expressões faciais. Mesmo que não identifiquem qual sentimento está por trás de cada uma delas, por exemplo?

Se um bebê tão novinho consegue interpretar o sinal de que tem alguma coisa diferente no seu jeito de olhar para ele, imagine aquele filho um pouquinho mais velho

Para identificarem o grau de compreensão das crianças ao analisarem expressões faciais, cientistas britânicos  fizeram testes com crianças e adolescentes de seis a 16 anos. Utilizaram uma versão computadorizada de um teste de reconhecimento de emoções como: felicidade, tristeza, raiva, medo, desgosto e surpresa.

Os resultados mostraram que crianças de seis anos já sabem quando recebem olhares de tristeza, de raiva e de felicidade.

E, quanto mais velhas vão ficando, mais elas identificam as outras expressões faciais. Outro ponto interessante é que meninas têm muito mais facilidade para fazer isso do que meninos. Além de também de conseguirem julgar as emoções dos outros de maneira mais correta.

Você acha simples saber quando alguém está triste ou com medo? Os resultados também apontaram que é bem difícil distinguir uma coisa da outra. Emoções como as de surpresa e desgosto também causaram confusão nas crianças. É na fase da puberdade, com a reorganização das células, que a capacidade de reconhecer novas emoções aparece. Ou seja, a habilidade de reconhecer emoções em expressões faciais é desenvolvida durante toda a vida.

Entender como as crianças interpretam sentimentos pode ajudar – e muito – a melhorar a comunicação entre pais e filhos, e professores e alunos.

Algumas situações que ajudam a criança a entender e reconhecer os sentimentos:

– ao invés da criança receber um olhar fulminante para sinalizar que ela fez algo de errado, por exemplo,  é importante que o adulto comunique o que ela fez de errado. O que ela causou e por quê.

– a expressão corporal deve combinar com a comunicação verbal. Por exemplo, se você está bravo porque a criança jogou os brinquedos pela janela, sua entonação de voz, sua expressão facial devem demonstrar seu estado emocional. Entonação de voz não quer dizer grito, mas falar firmemente com ela.

– quando a criança estiver chorando, ajude-a a entender e nomear o sentimento. O choro é porque está brava, triste, ou com medo? Quando vocês diz que vão passear, ela está sentindo-se feliz e surpresa?

A criança precisa associar seu rosto à sua voz e a expressão corporal, para que as emoções sejam registradas de maneira correta para a criança. Tanto para que ela reconheça essa emoção no outro, como ela possa demonstrar seus sentimentos para o outro.

Quanto mais a criança receberem ajuda para desenvolver essa aptidão de reconhecer os sentimentos, mais elas terão relações saudáveis. Seja com familiares amigos,  colegas, e até com pessoas fora de seu convívio. Pois reconhecerão o que as pessoas estão sentindo, entenderão a importância de respeitar  esses sentimentos, se colocarão no lugar do outro (empatia). Aprenderão como lidar com as situações de convívio social.

Aprenderão a reconhecer seus sentimentos e também se respeitar. A saber procurar ajuda quando não conseguirem lidar com o que estão sentindo. Isso poderá auxiliar na diminuição do sofrimento de muitos adolescentes e na construção da inteligência emocional.  Quando se trata de desenvolvimento infantil, cada detalhe é uma peça importantíssima para a construção do adulto saudável.

 

Fonte:Age, gender, and puberty influence the development of facial emotion recognition.

 

 

 

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