Tanto em casa, quanto na escola, o impacto pode ser bastante negativo ao desenvolvimento de bebes e crianças.

Todos sabem e a ciência comprova, o brincar é essencial para o desenvolvimento socioemocional, motor e cognitivo durante a primeira infância.

O que tem acontecido, e certamente está influenciando na qualidade de vida e saúde mental das crianças, é  a redução do tempo de brincadeiras, que está sendo substituído pelos eletrônicos, rotina atropelada, pressão,  e ausência de interação familiar.

O assunto não é trabalho, mas as crianças estão sendo cobradas por resultados. Por serem os melhores, por destaque entre os colegas, e por notas altas. A pressão tem sido grande, o estresse e as cobranças fazem parte da vida desde muito cedo.

Muitas crianças recebem menos tempo de brincar livre e ócio, pois são apressadas a se adaptarem aos papeis dos adultos e se qualificarem para o futuro em idades precoce. A mensagem que os pais têm recebido, é que, pais bons, são os que expõem seus filhos a todas as oportunidades de excelência. Compram uma infinidade de ferramentas de enriquecimento  (eletrônicos principalmente) e asseguram que seus filhos participem de uma ampla variedade de atividades curriculares e extra curriculares.

“O que você quer ser quando crescer”.

Hoje infelizmente, não é mais uma pergunta simples e descomprometida. É uma pergunta que muitas famílias levam a sério e desde os primeiros anos de vida, começam a interferir nessa escolha.

Sem dúvida as atividades organizadas têm benefícios para o desenvolvimento da criança. Principalmente em contraste com o tempo em que a criança passa sem supervisão, e pior, com eletrônicos. Mas precisamos considerar o fato da criança estar sendo sobrecarregada, pressionada e em risco de sofrimento emocional.

Os pais são os responsáveis em avaliar os níveis apropriados de envolvimento com atividades, o tempo em que as crianças permanecem em eletrônicos, e os conteúdos que elas têm acesso (redes sociais, youtube, televisão, jogos). Embora muitas crianças estejam prosperando com a demanda de atividades oferecidas e com o tempo em contato com eletrônicos, algumas estão reagindo às pressões por essa demandas com ansiedade, sinais de estresse e descontrole emocional.

As brincadeiras livres, jogos  e  atividades físicas,  oferecem grandes benefícios para a redução do estresse, e  são protetores dos efeitos da pressão do dia a dia.

Por meio de brincadeiras, atividades organizadas centradas na criança e interação afetiva de qualidade entre pais e filhos, é possível estimular sem pressionar.

O grande desafio é,  quanto a família consegue criar o equilíbrio apropriado entre preparar os filhos para o futuro e viver plenamente o presente.

O equilíbrio que precisa ser alcançado é diferente para cada criança, para cada família, dependendo das necessidades acadêmicas, temperamento, costumes e do ambiente.

O desafio para os pais e para a escola, é encontrar o equilíbrio que permita que todas as crianças atinjam seu potencial. Porém,  sem empurra-las e força-las a passar de seus limites pessoais de conforto e permitam às crianças serem quem são. Estimule e participe do tempo de brincar livre e criativo.

Referencia: The Importance of Play in Promoting Healthy Child Development and Maintaining Strong Parent-Child Bonds

 

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