Você sabia que o brincar pode ser mais importante para uma criança do que se imagina? Por exemplo, brincar de bola, ajuda no desenvolvimento de muitas habilidades motoras e cognitivas.

A atividade já vem sendo explorada no campo científico, com o objetivo de identificar suas relações com o desenvolvimento e com a saúde, além de intervir nos processos de educação e aprendizagem de uma criança.

Desde as primeiras brincadeiras do bebê, que são aquelas que envolvem observação e manipulação de objetos, oferecem à criança o conhecimento e exploração do ambiente através dos  sentidos.

Quando o bebê começa a falar, as brincadeiras mudam. Ela substitui os jogos de exercícios (de movimentos) por jogos simbólicos (da imaginação). Segundo o psicólogo Vygotsky, as crianças querem satisfazer certos desejos que muitas vezes não podem ser satisfeitos imediatamente. Por isso, pelo faz-de-conta, ela testa e experimenta os diferentes papéis existentes na sociedade (papai, mamãe, filhinho, trabalhador, etc.).

Próximo ao final desta fase, as brincadeiras simbólicas começam a diminuir. Então, por volta dos 6 anos de idade, se inicia a estrutura dos jogos de regras. Essa fase vai até o princípio da adolescência. Vygotsky acredita que, não importa a idade da criança e o tipo de brincadeira, sempre estarão presentes as regras e o faz-de-conta.

Isidro e Almeida (2003) afirmam que as regras de uma brincadeira estão ligadas ao conhecimento que as crianças têm da realidade social na qual estão inseridas. Sendo assim, a brincadeira, seja simbólica ou de regras, servem para diversão, passatempo. E sem intenção, a criança estimula uma série de aspectos que contribuem tanto para o desenvolvimento individual quanto para o social. Além de ajudar também na higiene metal e no estresse.

Por isso, é fundamental o tempo de brincar. A OMS (Organização Mundial da Saúde), recomenda no mínimo 60 minutos de brincadeira por dia, todos os dias. Mas é brincadeira sem eletrônicos envolvidos.

Algumas dicas para promover momentos prazerosos:

  • pergunte à criança do que ela quer brincar
  • tenha sempre por perto bolas de tamanhos diferentes (cuidado com as pequeninas para crianças pequenas, esteja atento)
  • potes e caixas de papelão, também tornam-se brinquedos incríveis
  • bolinha de sabão, é irresistível
  • papel, lápis e tinta, obrigatório para diversão

Com esses materiais, é fácil criar situações maravilhosas, com experiências ricas, significativas e de muita aprendizagem e diversão.

Portanto, crie, explore opções de brincadeiras com as crianças, não é perder tempo, é ganhar qualidade de vida e saúde e condições de aprendizagem para elas.

 

Fonte: The play and its implications in the development and learning processes. CORDAZZO, S. T. D.;   VIEIRA, M. L. A brincadeira e suas implicações nos processos de aprendizagem e de desenvolvimento
ISIDRO, A.; ALMEIDA, A. T. M. Projecto Educar para a convivência social: O jogo no currículo escolar. Cadernos encontro: O museu a escola e a comunidade. Centro de Estudos da Criança, Universidade do Minho, Braga, 2003.

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