A primeira angústia dos pais não é como aumentar a inteligência do seu filho. Ela inicia muito antes, ainda durante a gestação… Sabe aquela angústia que temos desde quando o bebê ainda está em nosso ventre, de como ele está se desenvolvendo? Como está crescendo, se está mexendo… se eu pudesse, durante a gravidez da minha filha, faria uma ultrassonografia por semana, aliás teria um aparelho na cabeceira da cama!

Depois que eles nascem as angústias sobre curva de crescimento, peso e perímetro cefálico continuam, e ainda aparecem outras: “Será que já deveria rolar?”, “Acho que está demorando a sentar.”, “Ainda não aprendeu a contar”, socorro!!!

Muita dúvida e expectativa sobre como nossos filhos estão se desenvolvendo, do tipo “Será que vai ser inteligente? Já não está na fase de aprender a ler e a escrever? Está demorando para falar. Qual a melhor escola?”. Todos esses questionamentos e muitos outros vão continuar nos acompanhando, até a fase adulta deles, só os assuntos vão mudando. Afinal, são preocupações de todos os pais que querem bem aos filhos.

Vamos entender um pouco sobre como esse desenvolvimento acontece para tentar diminuir pelo menos uma de nossas angústias: como nossos filhos podem aprendem melhor.

O que gostaria de apresentar a vocês, é um processo de estimulação anterior e outro paralelo à escolarização. O desenvolvimento cognitivo e a estimulação não acontecem somente na escola, ele inicia desde o ventre materno, e continua no dia a dia em casa. Estou falando sobre nossa responsabilidade como pais, em incentivar e potencializar as conexões cerebrais para melhor aproveitamento na vida acadêmica e em todas as outras áreas da vida.

Provavelmente você já sabe que a genética aliada a uma boa nutrição, a proteção contra toxinas, exercícios e (muito) tempo para brincar, influenciam consideravelmente o desenvolvimento de uma criança. Tendo isso, já temos meio caminho percorrido.

Mas será que é possível fazer algo a mais para aumentar o QI do seu bebê e ajudá-lo a atingir o nível máximo do seu potencial intelectual?

Vamos começar entendendo melhor como o cérebro de uma criança funciona!

Desde a gestação até os três anos de idade, o cérebro infantil se desenvolve explosivamente.

Na verdade, o cérebro do seu filho já atinge 90% do tamanho que ele terá na vida adulta antes mesmo do jardim de infância. Por isso, esse período proporciona grandes oportunidades de aprendizado.

Infelizmente, adquirir conhecimento sobre o desenvolvimento cerebral infantil não quer dizer que os estímulos oferecidos por nós serão adequados. Afinal, muitos pais  acreditam que devem acelerar o aprendizado de seus filhos logo cedo, para que eles possam desenvolver a área cognitiva,  aumentar o QI, e não tenham dificuldades nessa área no futuro. Ou até mesmo delegam essa estimulação a vídeos e jogos eletrônicos. No entanto, as crianças aprendem melhor ao seguirem seu ritmo natural de aprendizado, o que vai depender das características individuais de cada uma delas, e da presença dos pais ou cuidadores afetuosos.

Não estamos dizendo que estimular o aprendizado das crianças logo nos primeiros anos de vida é algo negativo. Mas que é necessário saber como e o quanto elas podem ser estimuladas sem atropelar as etapas de desenvolvimento. Afinal, habilidades avançadas nascem a partir de habilidades básicas, por exemplo, o bebê não vai andar sem antes conseguir sentar. E que músicas e vídeos no tablet e “joguinhos especiais estimuladores” não fornecem a quantidade de estímulos para desenvolvimento da linguagem ou cognitivos, por exemplo.

Outro ponto importante que deve ser ressaltado é que o desenvolvimento intelectual das crianças também depende da ligação emocional que elas constroem com seus pais e cuidadores.

Além de ser essencial para o desenvolvimento emocional durante a fase da infância, essa ligação também ajuda a construir a inteligência do seu filho ou filha!

Para Pat Wolfe, consultor educacional, é importante que a criança tenha relações carinhosas com os adultos responsáveis por ela. Essas relações ajudam o cérebro infantil a se desenvolver, uma vez que as ligações neurais acontecem através de conexões sociais e de linguagem.

O bebê ou a criança sente segurança e conforto para aprender quando estamos perto delas. Sentem-se motivadas e encorajadas a explorar e conhecer o mundo. A criança se interessa em aprender aquilo que ela sente que é importante para as pessoas de quem ela gosta.

Por outro lado, quando nosso filho não se sente seguro, suas habilidades de aprendizado são afetadas. A amígdala é a região no cérebro responsável por regular a emoção. Quando seu filho ou filha se sente ameaçado, a amígdala cria uma reação em cadeia que faz com que as emoções anulem o raciocínio da criança, desligando as partes de seu cérebro que são responsáveis pelo pensamento racional. Se esse comportamento negativo é repetido por muito tempo, o desenvolvimento cerebral durante a fase infantil também sofre com as consequências desse estresse.

O cérebro se transforma e se reorganiza, do ponto de vista estrutural e fisiológico, através da experiência.

Logo, ao invés de enxergá-lo como um vaso onde o conhecimento pode ser derramado, é necessário perceber que a inteligência de uma criança depende de um processo muito dinâmico de relação. Experiências negativas e estresse dificultam o bom funcionamento cerebral.

 aprendizado de nossas crianças pode ser aumentado quando há afeto e diversão. Ou seja, elas podem aprender:

– contando sementes quando vamos plantar,

– medindo colheres de farinha quando estamos fazendo um bolo,

– conhecendo as palavras em rótulos

– aprendendo as cores com os carros na rua

– comparando o tamanho da meia dele com a o papai

– sentindo a diferença entre a areia e a grama

– contando o troco quando estivermos no mercado.

São esses momentos do cotidiano que devemos utilizar para estimular.

Desde que minha filha começou a comer, eu oferecia frutas. Como ela adorava maçã eu as cortava em pedaços pequenos, e entregava em um potinho com três pedaços. E dizia, “aqui estão três pedaços de maçã, depois se quiser mais, te dou mais três pedaços”. Cada vez que eu entrega as frutas dizia para a Alice, aqui estão dois morangos…e assim por diante. Conforme ela foi crescendo, eu perguntava “quantos pedaços de maçã você quer”? Ela me respondia “quatro pedaços” e eu sempre entregava três ou cinco pedacinhos, e perguntava novamente:  “Assim ? Foi isso que você pediu?” Para que ela percebesse a diferença de quantidade. E assim ela foi aprendendo a contar e identificar quantidades.

Em pequenos gestos, vamos apresentando novas informações em forma de experiências, que é a base para o conhecimento . Nossos filhos aprendem de uma maneira prática, e que faz muito sentido para a vida dela. Por isso fica mais fácil e tranquilo o processo de desenvolvimento.

O cérebro é como um músculo que fica cada vez mais forte quando é usado.

Construindo novas conexões que deixam as pessoas mais inteligentes com o passar do tempo. Quando valorizamos somente a inteligência de uma criança, enviamos a mensagem de que essa inteligência é um dom natural. Ao invés de mostrar que o esforço é sempre necessário para alcançar bons resultados.

A brincadeira é um dos maiores exercícios que podemos realizar para o cérebro, não só das crianças, mas para os nossos também.

O fato de uma criança ter habilidade natural com determinada situação não significa que outras crianças não possam desenvolvê-la também.  Com um pouco mais de estímulo e contato com a atividade, por exemplo, para a fala, a criança também se desenvolve naturalmente e respeitamos seu tempo. Algumas crianças começam a falar muito cedo, outras demoram um pouco mais. E por isso devemos criar situações que as estimulem, por exemplo, contando histórias, cantando músicas e conversando.

Devemos pedir orientação ao pediatra de nosso filho, caso tenhamos a percepção de que algo não está se desenvolvendo adequadamente. Não guarde essa dúvida para você, e nem fique comparando com outras crianças, procure orientação especializada.

Nós devemos valorizar o aprendizado como um todo, o progresso, o esforço e a resiliência de nossos filhos. Não podemos exigir e querer estimular somente a inteligência, para que apresentem um QI elevado. Devemos estimular e incentivar o aprendizado de maneira integral e pelo afeto. Para que as habilidades adquiridas sejam efetivas e permanentes.

Então, essas sãos as repostas para a pergunta do título. O segredo para aumentar a inteligência do seu filho, é proporcionar experiências que levem ao aprendizado, sempre lúdicas e que façam sentido para a criança. Associado a muita atenção, carinho e conversa ou seja nossa presença.

Podemos aumentar a inteligência dos nossos filhos até que ele alcance todo seu potencial de desenvolvimento. Que não é o quanto desejamos, mas sim até onde ele pode chegar.

As habilidades sociais, emocionais e intelectuais devem ser carregadas por toda a vida. Tornando nossos filhos independentes e autônomos, seguros e felizes para que possam escolher seus próprios caminhos, que no fundo, é só o que nos importa.

Referência:  Webmd.Com

4 thoughts on “Você sabe como aumentar a inteligência do seu filho?

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